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Assistentes Cirúrgicos Superam Salários de Cirurgiões em Nova Iorque e Texas

Brecha na legislação permite que assistentes cirúrgicos ganhem até 25 vezes mais que os cirurgiões, gerando uma nova dinâmica no setor de saúde.

Ouça a matéria · na voz de Mariana Yoshida (narração por IA)
Assistentes cirúrgicos em sala de operação
Assistentes cirúrgicos estão ganhando mais que os cirurgiões devido a brechas na legislação. — Imagem: gerada por IA

Uma nova realidade financeira se estabelece no setor de saúde, onde assistentes cirúrgicos estão ultrapassando os salários de cirurgiões em estados como Nova Iorque e Texas. Essa situação é impulsionada por uma brecha legislativa que permite que esses profissionais busquem arbitragem para obter pagamentos significativamente mais altos.

O Impacto da No Surprises Act

A lei conhecida como No Surprises Act, aprovada em 2020 com apoio bipartidário, foi criada para proteger pacientes de cobranças inesperadas. No entanto, essa legislação também abriu uma porta para que prestadores de serviços médicos, incluindo assistentes cirúrgicos, reivindiquem valores muito superiores aos que normalmente receberiam através de seguros.

Exemplos de Pagamentos Desproporcionais

Os números são impressionantes. Em um procedimento de cirurgia de escoliose em Nova Iorque, um cirurgião recebe cerca de $8,016, enquanto o assistente cirúrgico pode ganhar até $196,566. Da mesma forma, na remoção de próstata no Texas, o cirurgião é pago $1,843, enquanto o assistente recebe $50,456. Esses exemplos ilustram como a arbitragem pode resultar em pagamentos que chegam a ser centenas de vezes maiores do que os valores convencionais.

Consequências para o Setor de Saúde

Com mais de 85% das decisões de arbitragem favorecendo os provedores médicos, a tendência é que mais assistentes cirúrgicos — que podem ser médicos, enfermeiros ou assistentes médicos — busquem essa via para maximizar seus ganhos. Isso levanta preocupações sobre a aceitação de seguros por parte dos médicos, que podem optar por não aceitar planos de saúde em favor de pagamentos mais altos obtidos por meio da arbitragem.

Essa nova dinâmica não apenas altera a estrutura de compensação dentro das salas de cirurgia, mas também pode impactar a forma como os serviços de saúde são prestados e remunerados no futuro.

Com informações de: The New York Times.

Fonte verificável: The New York Times — https://tinyurl.com/22ybqh7b

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