Ciência

Estudo inédito simula microgravidade com voluntários deitados por 60 dias

Pesquisa da DLR busca entender os efeitos da microgravidade no corpo humano para futuras missões a Marte.

Ouça a matéria · na voz de Mariana Yoshida (narração por IA)
Astronauts in training
Astronautas em treinamento para missões espaciais. — Imagem: gerada por IA

Um estudo inovador está prestes a começar na Alemanha, onde 12 voluntários se submeterão a um experimento inusitado: passar 60 dias deitados sem se levantar. O projeto, que visa simular os efeitos da microgravidade no corpo humano, é uma iniciativa da DLR, a agência espacial alemã, e tem como objetivo auxiliar na preparação de astronautas para futuras missões a Marte.

O que envolve o estudo?

Os participantes do experimento, que será realizado na instalação envihab, em Colônia, ficarão com o corpo inclinado em um ângulo de seis graus. Essa posição é fundamental para replicar as condições de microgravidade que os astronautas enfrentam no espaço. O estudo, denominado SMC3, busca entender como o corpo humano reage a longos períodos em ambientes com gravidade reduzida.

Benefícios e compensação financeira

Além de contribuir para a ciência e para o avanço das missões espaciais, cada voluntário receberá uma compensação de cerca de 18 mil euros pela participação no estudo. Essa quantia é um incentivo significativo para aqueles que se dispõem a enfrentar o desafio de permanecer deitados por um período tão extenso.

Importância da pesquisa para o futuro espacial

As descobertas obtidas a partir do SMC3 poderão ter implicações diretas nas futuras missões à Lua e a Marte, onde a microgravidade é uma constante. Compreender como o corpo humano se adapta a essas condições é essencial para garantir a saúde e o bem-estar dos astronautas durante longos períodos no espaço.

O início do estudo está programado para 27 de abril de 2026, e os resultados poderão oferecer insights valiosos sobre os desafios que os astronautas enfrentarão em suas jornadas interplanetárias.

Com informações de: CPG Click Petróleo e Gás.

Fonte verificável: CPG Click Petróleo e Gás — https://tinyurl.com/2aq3fhqa

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